Cidade Obscura, um hack do Mundo de Masmorras inspirado em Mundo das Trevas

 Capa de Cidade Obscura

Depois de algum tempo, e com uma grande ajuda do Bruno Prosaiko e do seu engenho na ilustração e diagramação, gostava de partilhar convosco o “Cidade Obscura”.

Como relato na introdução deste projeto o Cidade Obscura ‘foi desenvolvido no âmbito da Semana do Editor do RPGenesis 2013 e a sua proposta era partir de uma base comum, um hack minimalista de fantasia clássica chamado “Mundo de Masmorras”, e alterá-la e expandi-la para fazer jus a uma linha de jogos de RPG bem popular dos anos 90 que abordava como poderia ser divertido “encarnamos os monstros e não os heróis” nas nossas sessões de jogo.’

A ideia é usarem-no para num instante jogarem fantasia urbana ao estilo “uma cidade moderna cheia de conspirações sobrenaturais” mas também numa perspetiva de “jogar para ver o que acontece e até expandir as regras no processo se for preciso”. 😉

Descarreguem-no aqui: http://tinyurl.com/cidadeobscura

E desde já obrigado pelo vosso interesse e espero que gostem de o vir a experimentar.

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Sangue-frio: um RPG português

Sangue-frio – Histórias dos Últimos Vampiros” é um projecto português de RPG (ou Jogo de Simulação Narrativa segundo o seu autor) de Ricardo Tavares, criador do podcast Jogador-Sonhador. Classifico-o ainda como um projecto pois é um jogo em desenvolvimento cuja versão introdutória está disponibilizada gratuitamente na Lulu Press, aqui. Este documento tem a forma de um PDF a preto e branco, de 31 páginas e um design bastante utilitário pois a intenção desta versão (baptizada então de “Sangue-Frio: Noite das Bruxas”) era a de esta ser bastante compatível com o e-reader que o autor utilizou num primeiro playtest em Outubro do ano passado. O desenho da moldura de cada página, a sua numeração romana e o próprio fundo sugerem o design de cartas de tarô o que não deverá ser nada equívoco dado que, tal como escrevi anteriormente, o jogo baseia-se na execução um ritual vampírico onde os últimos destes seres sobrenaturais, residentes neste fim-de-mundo que é Portugal (a verdadeira finisterra no que lhes diz respeito) tentam lembrar-se do seu passado, depois de um longo período de torpor, recorrendo aos oráculos de um baralho de cartas e um diário escrito por um leal servo vampírico.

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Jogador-Sonhador e Sopa do RPG num podcast sobre o Mundo das Trevas

Finda a minha primeira participação num podcast (no episódio onze do podcast Jogador-Sonhador de Ricardo Tavares sobre Warhammer Fantasy Roleplay 3rd Edition) tenho que admitir que se afigurou na minha mente a vontade de repetir a experiência. O Ricardo revelou-se um excelente anfitrião e grande moderador de uma conversa extensa cheia de troca de ideias e em jeito de review. Fomos conversando on-line sobre essas e outras experiências (dado quão se revelaram interessantes os diferentes relatos do grupo de convidados desse ciclo específico de episódios) e acabámos por decidir em fazer mais um episódio a duas vozes.

Neste episódio, o dezasseis, o tema mais que central foi o do World of Darkness, esse universo fictício de RPG da White Wolf Game Studios que já vai na sua segunda iteração e que tem como base um reflexo negro de horror e conspiração mística do nosso próprio mundo onde cada jogador se revela ser uma das figuras clássicas dos filmes, literatura e outras fontes do fantástico ocidental, tal como vampiros, lobisomens e bruxos, de entre outros. Durante a nossa conversa de 1h13 abordámos bastantes tópicos em jeito de retrospectiva e chegámos até a especular qual seria o futuro deste na indústria e no apreço dos fãs de RPG.

Nos primeira parte falámos de como e porque começámos a jogar Vampire: the Masquerade e das impressões com que ficámos de um primeiro contacto com o World of Darkness. Discorremos sobre vários aspectos desta primeira versão de WoD culminando o fim da primeira parte na referência ao Time of Judgement, o evento editorial que encerrou este universo com um possível fim apocalíptico.
Na segunda parte, passados cerca de 33 minutos da emissão, abordámos então a nova versão do Mundo das Trevas, e falámos acerca da sua origem, das suas mudanças face à versão anterior, do seu estado actual em termos de publicações dada a recente aquisição da editora por uma empresa de videojogos e aonde possivelmente o advento do World of Darkness MMO poderá levar este universo a um novo rumo.

Portanto tragam as lanternas e os aparelhos auditivos pois fala-se de muita escuridão e ouve-se mal de vez em quando já que o Skype e a ligação de internet não ajudaram muito. Foi pena a qualidade do som não ter ficado tão boa como a da primeira vez!

Espero que todos apreciem ouvi-lo e se quiserem comentem-no aqui, no site do Jogador-Sonhador no podbean ou indo a  este tópico específico no tpkbrasil.net.

Novo blogue, nova viagem!

Uma das ideias que tinha pensado para pôr em prática no Sopa do RPG era a produção de materiais originais de introdução ao RPG em língua portuguesa baseados nos poucos RPGs na nossa língua quase disponíveis no mercado. Eventualmente iria postar aqui algumas apresentações/apreciações do Mundo das Trevas e Vampiro: o Requiém da Devir (edição brasileira do jogos de terror misterioso e gótico da americana White Wolf), do Manual 3D&T Alpha (RPG brasileiro de animé/mangá de acção!) e o modo como as ia usar para atrair novos jogadores e garantir a sua participação na rede de roleplayers.

Entretanto, os meus planos mudaram com ajuda do Rui Anselmo. Finalmente decidimos criar um blogue onde possamos desenvolver e publicar, de maneira gratuita, as nossas ideias para novos materiais de RPG. O blogue é recente e está localizado também no serviço da WordPress, em ideonauta.wordpress.com. Não tem nada de interessante a apresentar por enquanto mas acho que já a partir de quarta-feira será publicado a primeira secção do Sistema Solar, a edição portuguesa da versão genérica (Solar System) do sistema de regras do The Shadow of Yesterday em licença aberta Creative Commons desenvolvida e escrita pelo finlandês Eero Tuovinen. Não será único jogo para o qual se irá produzir material pois não pensamos previlegiar nenhuma filosofia ou estilo de jogo em especial. Já discutiu a possibilidade de escrever algo para o True20, Mundo das Trevas, e 3D&T respeitando os direitos dos seus autores e até a criação de jogos originais.

Até lá, acompanha-nos numa viagem pelo ideoportos do ideoespaço! 🙂