Episódio 3 do podcast Ludonautas: Quem Pôs o Romance no meu RPG?

Depois de vários meses de interrupção lá gravámos o terceiro episódio do Ludonautas.  Desta vez  gravámos um episódio de 1h05m com opiniões apaixonadas e o caos profano do costume.

Tivemos casa cheia desta vez com a participação da Ana Cláudia Silva, do Diogo Curado e do Ricardo Tavares.  E apesar de termos batido o recorde de participantes conseguimos que a conversa acerca do romance nos RPGs, e apesar de interessante, durasse menos tempo que o episódio gigante anterior.

Este episódio requereu alguma paciência na edição devido a falhas de recuperação do ficheiro anterior no Audacity. Basicamente eu uso o projeto do episódio anterior como modelo para criar um novo episódio pois tenho a maioria dos clipes de som em várias trilhas diferentes e tudo o mais. Talvez devesse pré-montar muitas delas e fundir numa só.

O formato dos dois segmentos, um de notícias e curiosidades, e outro sobre o tema principal mantém-se mas estou a equacionar mudá-lo para não só encurtar a duração total de cada um como também para não “datar” demasiado os próprios episódios se houver um grande espaço de publicação entre eles.

Além de que a “primeira época” que se tem baseado numa certa “paixão” nos RPGs está provavelmente a chegar ao fim do seu potencial. Seria interessante mudar de tema principal e fazer algumas mudanças no formato e até banda-sonora.

No segundo segmento, notei que continuámos um pouco desorganizados na linha de conversa o que por vezes não faz muita justiça ao tema.  Surgiu a hipótese de se usar uma pauta baseada em Google Docs durante cada episódio o que provavelmente poderia ajudar ainda mais a abordar todas as vertentes de cada tema. Por outro lado o facto de que já conseguimos ter uma conversa animada e com algum conteúdo não deixa de ser um testemunho à nossa capacidade de improvisação.

Uma das coisas a melhorar bastante será a qualidade do som que ainda apresenta ruídos (e desta vez alguns ecos) que são bastante difíceis de reduzir ou até eliminar.

De qualquer modo se tiverem sugestões ou críticas podem mandar sempre um e-mail para ludonautas arroba gmail ponto com

Aconselho-vos a ouvirem também o episódio especial do 2º aniversário do Jogador-Sonhador, um podcast português do Ricardo Tavares sobre RPG. Este episódio tem várias participações especiais e de certeza que vos despertará curiosidade para ouvirem todos os outros 47 episódios anteriores, eh eh.

Ah e já agora convido-vos a ouvirem também o episódio 6 do +RPG, um podcast do Marcos Silva só sobre RPGs em língua portuguesa onde eu, ele e o Cochise César falamos do GaragemRPG, um fórum que incentiva a criação de novos RPGs em Língua Portuguesa. Falamos também do papel intelectual dos RPGs , dos indie e dos futuros deste hobby.

Espero que gostem das sugestões e boas viagens!

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Sopa do RPG no podcast do Jogador-Sonhador

Depois de tanto falar em se fazer um podcast Português de RPG a mais do que uma voz (o pessoal do Taquinas acabaram por o fazer primeiro!) e na minha predisposição em fazê-lo eis que o Ricardo Tavares do Jogador-Sonhador me convidou para fazer um episódio acerca do evento de RPGs que organizámos na LeiriaCon 2010 e do Warhammer Fantasy Roleplay 3rd Edition.

Para quem possa estar curioso acerca de como as coisas correram aconselho-vos vivamente a ouvirem este episódio como também um dos episódios anteriores onde o Ricardo ilustra a sua perspectiva pessoal do evento e faz uma apresentação dos jogos que jogou.

Nos primeiros 7 minutos falámos da LeiriaCon e depois logo em seguida surge uma surpresa inesperada enquanto estava a falar do meu primeiro contacto com o Warhammer. Falámos das razões que me levaram a comprá-lo e das minhas expectativas. Falámos do que acho que seja a mais valia do universo do Warhammer e deste novo sistema de jogo. Entrámos em grande detalhe quanto aos componentes e algumas mecânicas inovadoras. Até fizemos comparações entre este e o D&D 4th Edition num dado momento onde acabei por falar do plano da Wizards of the Coast de lançar uma nova Caixa Vermelha e a linha Essentials para a presente edição de Dungeons & Dragons. E eu expus a minha teoria de que esta medida vêm um pouco em seguimento do sucesso do WHFRPG3.

De qualquer modo é de assinalar também o tom metálico que de vez em quando o Skype dá à minha voz, o telefonema de um dos jogadores do meu grupo de RPG que interrompe a conversa e os miados do gato e o ruído das limpezas cá em casa. 🙂

Se quiserem comentem aqui ou no site do Jogador-Sonhador no podbean as vossas impressões acerca do podcast.

Bom é Jogar RPG – uma rede social brasileira de jogadores de RPG

Há uns meses falei no blogue acerca de “em como as redes sociais de jogadores de RPG afectam não só a experiência de jogar como também a disseminação e divulgação do hobby.”

Entretanto, de lá para cá, cheguei à conclusão de que usar a Internet na sua versão Web 2.0 para ajudar a reforçar a rede social seria demasiado complicado e precisaria de bastante organização de esforço construtivo o que incluiria alguma habilidade em marketing, design e programação.

Mas heis que dou conta do projecto Bom é Jogar RPG:

A campanha Bom é jogar RPG é uma iniciativa para que pessoas possam fazer amigos, se divertir e estimular a criatividade através de um jogo fantástico. Unindo cultura, interação social e entretenimento numa só campanha para todo o Brasil.

Participe de nossa rede social e fique informado de tudo que acontecer na campanha, faça amigos, divulgue seu grupo ou clã, ache mestres e ache jogadores.

A campanha Bom é jogar RPG pretende estabelecer encontros em todo o país com mestres e jogadores voluntários, criando uma rede de amigos e pessoas dispostas a se divertir de maneira saudável e respeitosa. Serão estabelecidos também: debates, campanhas sociais em escolas e ONGs e outras formas dinâmicas (online ou não) para que o RPG possa cada dia mais ter novos jogadores e ser mais reconhecido como ferramenta interessante de interação social, cultural e de diversão.

Esta rede social está sedeada no NING, um facilitador de criação de redes totalmente gratuito, e já alcança os quase 600 membros. Este tem um design elegante e simples, uma sala de chat on-line, fóruns, lista de grupos de interesse, patrocinadores (inclusive um documento de apresentação para a angariação destes), reportagens em directo da RPGCon, uma convenção nacional, e até deram entrevistas a um estação de tv local.

Isto acontece porque o Brasil tem uma grande população de jogadores o que lhe garante muita expressividade e presença em vários media, um mercado auto-suficiente com produtos profissionais e importância e massa crítica o suficiente no mundo do hobby para ter convenções com convidados internacionais provenientes de editoras estrangeiras.

Contudo a exposição e dimensão que o RPG tem atraíu a atenção
dos jornais e televisões que o associaram falsamente a crimes e foi catalogado como satanista por algumas igrejas. Daí o grande ímpeto desta iniciativa de harmonizar e juntar toda a comunidade de jogadores sobre a ideia de o RPG é um hobby interessante e tão pernicioso como outro qualquer.

Felizmente essa não é uma bandeira sob a qual temos de nos reunir aqui em Portugal. Por outro lado a ideia de divulgar um hobby pouco caro, estimulante da imaginação e capaz de criar uma socialização construtiva deveria ser o suficiente para juntarmos os diversos grupos dispersos por aí e formar uma nova sinergia.

Assim que for temos aqui um bom exemplo e uma mina de ideias a copiar. Que esses tempos venham depressa. 🙂

Redes Sociais de Roleplayers

Depois de ler algumas coisas sobre Redes Sociais pensei em como as redes sociais de jogadores de RPG afectam não só a experiência de jogar como também a disseminação e divulgação do hobby.

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