Mundo de Masmorras – versão minimalista do Dungeon World

Capa do Mundo de Masmorras

O que começou por ser uma vontade súbita de traduzir o “World of Dungeons” do John Harper, uma versão minimalista do RPG de fantasia medieval Dungeon World do Sage LaTorra e Adam Koebel (ele próprio uma adaptação Apocalypse World do Vicent Baker para um universo Dungeons & Dragons!), transformou-se neste “Mundo de Masmorras” que é si uma espécie de tradução/expansão/remistura/adaptação do original.

Com a ajuda mais que generosa do Julio Matos do ZK Studio conseguimos tornar realidade esta ideia em tempo recorde e torná-la num espécie de “RPG Expresso de Fantasia Medieval” como o Marcos Silva do maisRPG o tão prontamente batizou. Por outro lado ele até funciona como uma espécie de introdução ao Dungeon World (prestes  a ser lançado em português pela Secular Games) pois tem em essência algumas das suas ideias mais distintas.

De qualquer modo este é um pequeno documento de 12 páginas formato A5 o que permite que se o possa usar de improviso ou imprimir-se uma cópia para todos os jogadores à mesa e assim o usarem até como folha de personagem.

Folha de Personagem do Mundo de Masmorras

Podem descarregá-lo numa versão a cores ou a preto e branco.

Se vos aprouver, leiam-no, usem-no, alterem-no, reescrevam-no mas principalmente aventurem-se nos seus mistérios e tragam de volta convosco um belo saque… pois “o que interesse mesmo é o saque”. 🙂

 

Episódio de estreia do podcast Ludonautas: Nos RPGs há sempre uma Primeira Vez

Depois de alguns encontros e desencontros, tentativas infrutíferas de gravação, uma gripe debilitante e um aniversário exaustivo heis que se estreou então o primeiro episódio “oficial” do Ludonautas, um “podcast descontraído e opinativo sobre Roleplay a várias vozes”, eh eh.

Continuámos com o formato em dois segmentos, o primeiro com notícias e impressões várias relativas e o segundo com o tema em si. Neste caso o desenvolvimento do tema, “As Primeiras Vezes do RPG”, foi bastante mais subjectivo e pessoal devido a relatar-se diretamente às nossas experiências pessoais. Dada a duração do episódio (um hora e meia? uufff!) não sei se os ouvintes aguentarão tanta dose concentrada de “egocentrismo”, especialmente com a minha tendência a dizer umas piadas de vez em quando… Por outro lado já inserimos um separador entre os dois segmentos o que acaba por criar uma pausa breve entre o fluir da conversa no episódio. Talvez para o próximo se arranje mais um separador!

A equipa do último episódio ( incluindo a minha pessoa, o Ricardo Tavares do podcast Jogador-Sonhador e o Diogo Curado que é igualmente co-organizador dos Encontros Mensais de Roleplayers de Lisboa) manteve-se o que revelou um maior à vontade na discussão e um conjunto de referências prévias que espero que sejam mais interessantes do que familiares.

Durante o desenvolvimento do tema descobrimos também que são os bonzinhos e os mauzinhos deste “filme” e que existem referências mundanas neste podcast que apesar de eruditas tendem a não desaparecer. 🙂

Durante o episódio referimos a realização do 4º Encontro Mensal de Roleplayers de Lisboa. Se quiserem participar para jogar ou conviver um pouco consultem também a página do evento no Facebook!

Qualquer sugestão ou crítica podem mandar um e-mail para ludonautas arroba gmail ponto com

Espero que gostem e boas viagens!

RPG na Escola: O Rapto das Galinhas!

Tenho andando a jogar RPG com os meus alunos na sequência de os ter sensibilizado para este hobby afim de participarem uma atividade que irei realizar numa Festa Medieval a acontecer na escola.

Para o efeito decidi correr uma mini-aventura disponibilizada para o Pocket Dragon (a versão ultra-light de uma homenagem brasileira de Dungeons & Dragons old-school chamada Old Dragon) pois ela permitiu-me experimentar um segundo estilo de jogar RPG com este grupo de alunos de 12-13 anos que só haviam jogado uma vez antes desta. Antes desta sessão eles haviam experimentado Dungeons & Dragons 4th Edition e apesar de não terem perdido o entusiasmo passadas 2h30m ficaram um pouco preocupados com termos ficado a meio do primeiro encontro de combate e com o facto de eu lhes ter apenas disponibilizado materiais em inglês (depois de me convencerem antes que não seria problema).

Peguei então no Pocket Dragon (que havia acabado de descobrir um dia antes apesar de já conhecer o Old Dragon) e em sua aventura, “Lobo em Pele de Cordeiro”, e corri-a para três dos anteriores cinco jogadores depois eles criarem as próprias personagens, algo que não tinham feito ao jogar D&D. Desde logo eles gostaram bastante da possibilidade de serem mais proactivos (e menos reactivos) ao poderem investigar o mistério e explorar a aldeia de maneira não-linear. As regras são simples o suficiente para se improvisar bastante algumas cenas e acabei por reagir narrativamente ao plano dos jogadores (e suas personagens): depois de falaram com Champs, um dos dois Mestres da Guilda de Criação de Galinhas, cujos animais não haviam sido roubados e mortos de entre os restantes membros criadores, decidiram vigiar uma das casas onde se estavam a roubar galinhas para apanharem o lobo em flagrante!

Um dos personagens, o clérigo halfling, escondeu-se no galinheiro e o guerreiro anão e o ladrão elfo ficaram em locais estratégicos em volta da casa. Decidi introduzir o jovem Luccius, disfarçado de lobo e o executante por detrás dos crimes, a tentar roubar de novo mais galináceos. Pedi aos jogadores Testes de Personagem (para realizar uma ação fora do combate basta os jogadores lançarem um teste com d20 com um valor acima ou igua a 15) para constatarmos se conseguiam ouvir ou ver o falso “lobo” aproximar-se ou no caso do clérigo halfling para ver se ele aguentava o cheiro nauseabundo do galinheiro o tempo o suficiente para descobrir algo.

Ao darem conta do Luccius iniciou-se uma perseguição até à orla da floresta onde o conseguiram rodear e o enfrentar (descobrindo que era apenas um jovem) até este ser atacado pelo ladrão elfo com um adaga no pé e cair inconsciente de dores. O clérigo, devido a este ser um devoto de um deus solar, decidiu curá-lo até recuperar os sentidos e usando esse acto solidário conseguiu convencê-lo a confessar as razões (recorrendo a um TdP) que o levaram a roubar e para quem.

Neste momento apareceu um potencial novo jogador (que nunca havia jogado RPG antes) e convidámos-o a juntar-se a nós. Os jogadores explicaram, recorrendo às personagens, o que se passava e depois de explicarmos as regras este juntou-se nós como sendo o jogador do próprio Luccius, um ladrão humano (dado que não existe classe Ranger no OD mas apenas Homem de Armas, Ladrão, Clérigo e Mago).

Entre personagens ficou acordado que o jovem ladrão para se redimir do que havia feito (pois afinal ele só queria era ver o mundo como os restantes aventureiros) iria juntar-se aos nossos heróis para levar à justiça Renvar, um dos criadores de galinhas e rival dos dois membros da guilda que estavam a ser injustamente incriminados.

Entretanto, para ilustrar as regras de combate e impor assim um ritmo mais “mexido” descrevi uivos na floresta e a aproximação de três lobos que os nossos heróis tão rapidamente derrotaram depois de se terem prontificado a esconderem-se atrás das árvores (cujos TdPs a maioria falhou, menos o ladrão que usou sua habilidade especial).

Eu havia criado as caraterísticas de lobo adaptando-as do Old Dragon normal e acho que os fiz demasiado fracos. Ficou então o mistério, depois de um teste de TdP geral para os jogadores, porque seria que lobos tão jovens e fracos haviam-se aproximando tanto da aldeia.

Depois de resolvido o combate e de modo a acabarmos a sessão os jogadores falaram com o Theo, o criador que lhes havia pedido ajuda originalmente para limparem o seu nome, informando-o das do plano de Renvar e prometeram ajudar a encontrá-lo. Os três jogadores iniciais ganharam 600 xp e jogador do Luccius ganhou 300 xp.

Novo episódio-piloto do Ludonautas: Quem pôs combate no meu RPG?!

Lá gravámos mais um episódio experimental do Ludonautas, o projeto de podcast português sobre RPG no qual ando a colaborar.

Desta vez mudámos ligeiramente o formato do episódio introduzindo um segmento de notícias no início (que foi atualizado depois de uma tentativa frustrada de gravar uma primeira versão o que só mostra o como por vezes gravar um episódio de podcast requer ter tudo bem preparado) o que se revelou bastante produtivo pois podemos assim ir um pouco mais além do tema principal.

Outra grande diferença é a estreia do Ricardo Tavares (do excelente Jogador-sonhador, um podcast sobre RPGs) como membro dos Ludonautas  que até agora ainda não tinha tido oportunidade de se juntar a nós. Que seja bem-vindo!

Neste episódio falámos acerca do combate como possibilitador ou empecilho da experiência de Roleplay, da percepção discriminatória das mecânicas de combate de entre todas as outras e de algumas experiências que tivemos ao levarmos os nossos personagens a lutar porque acreditam.

Falamos também do outro tema universal além do da morte e descobrimos que o Ricardo consegue dizer vulgaridades “cabeludas” durante a gravação de um podcast.

Durante o episódio anunciámos a realização do 1º Encontro Mensal de Roleplayers de Lisboa. Se quiserem participar para jogar ou conviver um pouco consultem o post do evento no Abre o Jogo!

Qualquer sugestão ou crítica podem mandar um e-mail para ludonautas arroba gmail ponto com

Espero que gostem e boas viagens!

Ludonautas, um projeto português de Podcast sobre RPGs

Depois de algumas participações no Jogador-sonhador e depois de alguns tentativas frustradas a tentar gravar um monocast da Sopa do RPG, lancei finalmente o desafio aos fãs portugueses para em conjunto gravarmos um podcast descontraído e a várias vozes.

O primeiro ensaio deste novo podcast, o Ludonautas, decorreu em puro improviso e auxiliado pela total generosidade e bravura do Rui Anselmo nascendo então o episódio zero só sobre Dark Sun na sua última edição, a de Dungeons & Dragons 4th Edition.

Este episódio é uma emissão bastante experimental e espero gravar nas próximas semanas um novo episódio (entre o zero e o um… um zero ponto cinco?!) com mais participantes e melhor qualidade.

De qualquer modo podem sempre ouvi-lo e comentarem por aqui com as vossas sugestões e críticas pelas quais desde já agradeço.

E toca a viajar pelos mundos da imaginação! 🙂

Encontros & Desencontros: Report da LeiriaCon e do TáQuinas D&D Gameday

Bem, passados alguns meses desde a LeiriaCon 2010 (esta ocorreu a 30 e 31 de Janeiro na Quinta do Pinheiro, perto de Alcobaça) e algumas semanas desde o D&D Gameday em Coimbra organizado pelo grupo TáQuinas (a 20 de Março deste ano) eis que me decidi a relatar por escrito as minhas impressões e conclusões acerca dos dois eventos, especialmente no seu papel de divulgação e promoção do RPG.

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Sopa do RPG no podcast do Jogador-Sonhador

Depois de tanto falar em se fazer um podcast Português de RPG a mais do que uma voz (o pessoal do Taquinas acabaram por o fazer primeiro!) e na minha predisposição em fazê-lo eis que o Ricardo Tavares do Jogador-Sonhador me convidou para fazer um episódio acerca do evento de RPGs que organizámos na LeiriaCon 2010 e do Warhammer Fantasy Roleplay 3rd Edition.

Para quem possa estar curioso acerca de como as coisas correram aconselho-vos vivamente a ouvirem este episódio como também um dos episódios anteriores onde o Ricardo ilustra a sua perspectiva pessoal do evento e faz uma apresentação dos jogos que jogou.

Nos primeiros 7 minutos falámos da LeiriaCon e depois logo em seguida surge uma surpresa inesperada enquanto estava a falar do meu primeiro contacto com o Warhammer. Falámos das razões que me levaram a comprá-lo e das minhas expectativas. Falámos do que acho que seja a mais valia do universo do Warhammer e deste novo sistema de jogo. Entrámos em grande detalhe quanto aos componentes e algumas mecânicas inovadoras. Até fizemos comparações entre este e o D&D 4th Edition num dado momento onde acabei por falar do plano da Wizards of the Coast de lançar uma nova Caixa Vermelha e a linha Essentials para a presente edição de Dungeons & Dragons. E eu expus a minha teoria de que esta medida vêm um pouco em seguimento do sucesso do WHFRPG3.

De qualquer modo é de assinalar também o tom metálico que de vez em quando o Skype dá à minha voz, o telefonema de um dos jogadores do meu grupo de RPG que interrompe a conversa e os miados do gato e o ruído das limpezas cá em casa. 🙂

Se quiserem comentem aqui ou no site do Jogador-Sonhador no podbean as vossas impressões acerca do podcast.