RPGMob ou sessões de RPG espontâneas em lugares públicos!

Lamentavelmente não têm sido muitas as notícias concretas face à minha iniciativa de divulgar o RPG e recrutar novos jogadores na zona de Santarém e Almeirim.

Os meus alunos, depois de sensibilizados para a experiência de jogo (e espero afectados pelo potencial pedagógico da experiência) com a actividade de contextualização histórica das dificuldades linguísticas do homem primitivo em formato de jogo de RPG numa das minhas aulas e de terem tomado contacto com o D&D Roleplaying Starter Set. mexendo-lhe e questionando-me ao ritmo da sua curiosidade acerca do jogo, não deram seguimento à promessa/compromisso de se jogar RPG em Santarém aos fins-de-semana.

As férias (escolares ou não) são realmente um maior obstáculo à divulgação do que eu inicialmente pensava! :)

Mesmo que eu tenha descoberto a existência de um Clube de Jogadores de Magic: The Gathering em Santarém (ou seja eis que surge um novo foco de divulgação pois até jogam jogos de tabuleiro como o Carcassonne) as coisas não parecem muito promissoras.

Contudo, durante um almoço com um amigo meu de infância e também grande sonhador do RPG, o Jofazepa, onde se puseram as novidades em dia e se discutiram novas possibilidades de iniciativa relativas aos nossos gostos pessoais, chegamos a um ideia engraçada: porque não seguir o exemplo dos fenómenos das flash mobs (”aglomerações instantâneas de pessoas em um local público que depois de fazer uma determinada ação previamente combinada se dispersam tão rápido quanto se reuniram”) e organizar sessões espontâneas de RPG em locais públicos?

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Publicado em: on Janeiro 13, 2009 at 4:29 pm Comentários (3)
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As versões introdutórias do Dungeon & Dragons podem atrair novos jogadores de RPG?

Depois de sensibilizar os meus formandos a um tipo de actividade lúdica diferente do habitual mesmo que esta estivesse envolta de pedagogia, o tal jogo de interpretação de personagens que organizamos e onde os meus “jogadores-formandos” representaram os papéis de homens primitivos possuidores de um vocabulário reduzido e com um grave de problema de sobrevivência, a porta estava aberta para que eu lhes mostrasse o roleplay sob outra forma, esta mais lúdica que pedagógica: decidi mostrar-lhes duas versões introdutórias da grande referência dos RPGs de mesa (tanto histórica como presente) que é o Dungeon & Dragons da Wizards of the Coast!

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Novo blogue, nova viagem!

Uma das ideias que tinha pensado para pôr em prática no Sopa do RPG era a produção de materiais originais de introdução ao RPG em língua portuguesa baseados nos poucos RPGs na nossa língua quase disponíveis no mercado. Eventualmente iria postar aqui algumas apresentações/apreciações do Mundo das Trevas e Vampiro: o Requiém da Devir (edição brasileira do jogos de terror misterioso e gótico da americana White Wolf), do Manual 3D&T Alpha (RPG brasileiro de animé/mangá de acção!) e o modo como as ia usar para atrair novos jogadores e garantir a sua participação na rede de roleplayers.

Entretanto, os meus planos mudaram com ajuda do Rui Anselmo. Finalmente decidimos criar um blogue onde possamos desenvolver e publicar, de maneira gratuita, as nossas ideias para novos materiais de RPG. O blogue é recente e está localizado também no serviço da WordPress, em ideonauta.wordpress.com. Não tem nada de interessante a apresentar por enquanto mas acho que já a partir de quarta-feira será publicado a primeira secção do Sistema Solar, a edição portuguesa da versão genérica (Solar System) do sistema de regras do The Shadow of Yesterday em licença aberta Creative Commons desenvolvida e escrita pelo finlandês Eero Tuovinen. Não será único jogo para o qual se irá produzir material pois não pensamos previlegiar nenhuma filosofia ou estilo de jogo em especial. Já discutiu a possibilidade de escrever algo para o True20, Mundo das Trevas, e 3D&T respeitando os direitos dos seus autores e até a criação de jogos originais.

Até lá, acompanha-nos numa viagem pelo ideoportos do ideoespaço! :)

Roleplay envolto em Pedagogia

Tal como referi no artigo anterior, desenvolvi no âmbito do módulo Viver em Português (cujo programa mistura Língua Portuguesa, História e Cultura de uma maneira abrangente) uma actividade de Roleplaying com uma boa dose de Gaming.

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Quem é o Homo Ludus Personae?

Uma das dúvidas que me assolou depois de pensar no último post e que foi confirmado na resposta a um comentário à publicação duplicada na comunidade on-line Abre o Jogo, o tal acerca das Redes Sociais de Roleplayers, foi quem será efectivamente essa espécie rara de gamer, o Roleplayer?

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Redes Sociais de Roleplayers

Depois de ler algumas coisas sobre Redes Sociais pensei em como as redes sociais de jogadores de RPG afectam não só a experiência de jogar como também a disseminação e divulgação do hobby.

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Vai algo quentinho para esta alma de roleplayer?

Não sei se é do tempo frio ou de estar a ficar mais velho mas sinto uma forte resistência a sair do meu novo lar, a cidade ribatejana de Almeirim, para demorar uma hora em transportes até Lisboa. A capital é já há um tempo a minha base de operações em tudo o que tenha a ver com RPGs e gaming em geral. É lá que tenho um certo número pessoas com quem tento jogar com melhores e piores resultados, muitos deles derivados da minha própria inconstância e desejo de novidade mas principalmente dependentes de questões logísticas de quem sempre fez 50-100 km para ir jogar RPG. Questões como as de duração e horários de transporte, possibilidade de dormida e a delicadeza da minha diplomacia romântica são obstáculos estranhamente constrangedores para quem só quer divertir-se e usar a imaginação em público regularmente.

Daí que, e motivado por um comentário do Nume Finório, autor brasileiro do blogue .20, em como devia eu próprio pôr mãos à obra para iniciar a revolução rpgística em Almeirim, uma cidade pequena perto de uma cidade grande, Santarém, que segundo consto, não têm nenhum jogador de RPG além mim, decidi fazer algo! Esse “algo” passa por um conjunto de iniciativas e esforços no sentido de criar uma rede social que se traduza na criação de um ou mais grupos de jogo.

Neste blogue vou falar do sucesso ou insucesso destas iniciativas, nas razões porque as tento realizar e do modo como acho seja possível realizá-las. Vou escrever acerca de outros pensamentos soltos sobre os roleplaying games que leio ou das várias notícias que me chegam sobre o hobby do RPG.

Por isso, escolham sempre uma divisão bem acolhedora e um assento confortável e consumam sempre uma dose reconfortante de RPG na companhia deste blogue. Sejam benvindos e tenham uma boa estadia.