Encontro Nacional de Roleplayers – LeiriaCon 2010

Na LeiriaCon vamos juntar os vários fãs de jogos de RPG para convivermos e celebrarmos este hobby com algumas sessões de jogo e convívio.

(mais…)

Entrevista no BEJRPG – “Bom é jogar RPG além-tejo”

No verão fui entrevistado por uma excelente comunidade de jogadores de RPG que têm a vista a divulgação do RPG nos seus aspectos mais apelativos e positivos. Fica desde já o meu agradecimento pelo interesse demonstrado.

Segue de em seguida a entrevista que me foi feita pela Campanha BEJRPG

Foi feita a entrevista com João Mariano, um jogador e mestre de RPG de Portugal, o qual teve contato com a Campanha Bom é Jogar RPG através da internet e os parceiros aqui no Brasil, mostrando assim que além de o RPG ser um jogo sem fronteiras é também uma forma de fazer inúmeras amizades em todas as partes do mundo.

Qual é seu nome e idade?

João Mariano e tenho 30 anos de idade

Com que trabalhas?

Sou Professor de Inglês e Português

Como conheceu a campanha Bom é jogar RPG?

Bem há já uns anos que vou entrando em contacto com a cena brasileira do RPG. Comecei por descobrir a Rederpg, e daí fui seguindo para outros sites e blogues.

Comecei a conhecer melhor o BEJRPG através dos twitters dos autores da Paragons para qual agora colaboro e fiquei bem impressionado com a vossa reportagem em direto ao vivo durante a RPGCon (a melhor convenção organizada em menos tempo que conheço).

O que você espera da Campanha Bom é Jogar RPG?

Eu espero que a Campanha consiga divulgar o RPG no Brasil e noutros países de expressão portuguesa, como sendo uma atividade criativa, social e de baixo custo, onde a contextualização do saber possa ser aplicada de maneira não tipificada e por descoberta.

Em Portugal não temos problemas com a exposição nas Mídias, porque ele por cá é virtualmente desconhecido, à parte de algumas reportagens em revistas semanais ou há largos anos quando o AD&D (Advanced Dungeros & Dragon) foi lançado em fascículos semanais de um jornal. Por isso espero que o BEJRPG ajude a divulgá-lo também cá em Portugal como um fenômeno internacional que leva as pessoas a divertir-se usando a imaginação.

Então, a imprensa em Portugal é bem mais aberta e acessível ao RPG?

O uso das potencialidades da Web 2.0 deveria criar um precedente cá por Portugal para avançarmos na uso da redes sociais da internet e juntar todos os grupos isolados uns dos outros. Por vezes cá em Portugal joga-se um específico jogo de RPG e não RPG em geral. A imprensa em Portugal é aberta porque não conhece o RPG. Presumo que se alguma vez o RPG crescer em popularidade possa acontecer o mesmo que o que aconteceu no Brasil.

Se houver tentativas de divulgação organizada perante os Mídias, como já houve com os jogos de tabuleiro, não duvido que não nos dêem atenção. Os jogos de tabuleiro já foram a programas diários na televisão estatal com demonstrações e algum tempo de antena. Cá temos o problema de sermos uma pequena população de jogadores e muito fragmentada ao contrário da vossa iniciativa que demonstra ser um grupo mais coeso

O que estaria faltando para o RPG ser mais divulgado em Portugal?

Bem existem muitas teorias, as duas mais populares é que se deviam organizar mais eventos de jogo com demonstrações para mostrar o RPG como uma atividade social e gratificante e que deveria existir também um RPG em Português publicado em Portugal.

Eu acho que essas duas teorias dificilmente passarão à prática devido a haver poucos fãs de RPG e/ou com interesse de organizar eventos de RPG ou até comprar material nacional, mas acho também que se devia começar por algum lado.

Não existem editoras interessadas em publicar RPG em Portugal?

No momento não existem editoras interessadas, não. A Devir tem uma sucursal cá, mas não edita nada a nível nacional a não ser comics e jogos de tabuleiro.

Qual a dificuldade de achar material de RPG na língua portuguesa?

Aliás é bastante difícil até comprar e encomendar o próprio material brasileiro deles. Um exemplo é a existência de apenas duas cópias do Mundo das Trevas e Vampiro: o Réquiem na loja de Lisboa (que pelo que parece não existem em mais lado nenhum do país). No caso do material de Devir deve haver também com o custo proibitivo e dificuldades de importação que mantém esta situação

Quando foi o seu contato com o RPG?

O meu primeiro contacto? Há mais de 15 anos tinha um amigo de um amigo que jogava AD&D 2ª edição e que depois de eu ter mostrado algum interesse devido a conhecer e jogar os livros das Aventuras Fantásticas da Editora Verno (Fighting Fantasy em Portugal) e os jogos de computador de aventura e RPG convidou-me para experimentar o AD&D no cenário de Ravenloft. Como a sessão foi improvisada acabei por jogar com as características de uma folha de personagem copiada de um personagem do universo de Dragonlance! (risos) Joguei com um feiticeiro e tentei matar uns lobisomens e a sessão não correu muito bem mas fiquei com o “bichinho” do RPG. Mais tarde consegui pôr a mão na Caixa Vermelha de D&D que tinha sido traduzida e publicada em Portugal pela Império (uma empresa que faliu pouco tempo depois) e para quem não conhece é conhecida nos Estados Unidos como a edição Metzer de 1983.

Daí saltei para o Shadowrun através de um livro fotocopiado (xerox) e depois experimentei Vampire: The Masquerade 2nd Edition, o ínicio do meu grande interesse pelo Mundo das Trevas, em especial o Dark Ages. O meu primeiro RPG livro comprado foi o Call of Cthulhu 4th Edition e foi uma aventura ir comprá-lo de propósito a Lisboa pois sou de Setúbal, uma cidade a 50km de distância, e a viagem de comboio de 1h30m era um grande saga para mim na altura..

Você e um professor, você usa ou pensa usar o RPG em suas aulas?

Eu tento sempre usar o RPG na aulas sempre que posso. O RPG permite, segundo Vigotzky, um teórico da psicologia e educação, uma contextualização do saber ou seja contrariar o facto de por vezes os conhecimentos serem adquirido sem um enquadramento do real devido às limitações das salas de aula.

Como, por exemplo, transpôr o universo das Descobertas para uma sala cheia de cadeiras e carteiras e um quadro branco (que substituíram só os pretos de ardósia há pouco tempo)? No ensino do Inglês os professores aprendem durante a sua formação, a usar a atividade do RPG mas esta passa mais pela dramatização de diálogos do que propriamente a representação e jogo.

Na minha opinião, num RPG os jogadores são igualmente autores e audiência, não existindo propriamente necessidade nem razão para a existência de um palco defronte de uma audiência fora da experiência de simulação e representação ou até as restrições de uma avaliação formal por observação que não estão propriamente interessadas no caráter lúdico do RPG e das suas mecânicas de negociação de input criativo.

Algum dos teus alunos chegou-te a perguntar o que era aquilo que eles estavam a fazer em sala de aula e posteriormente se interessou pelo RPG?

Sim, claro. No seguimento de um actividade que lhes propus tendo como base o RPG mostrei o Dungeon & Dragons 4th Edition Basic Set e o da 3ª Edição também. Ficaram logo curiosos com a imagística de fantasia, das miniaturas e mapas. Contudo é muito difícil partir de um interesse momentâneo para uma demonstração e depois para a fundação de um grupo de jogo. Os alunos provinham de locais longe uns dos outros e tinham ir além dos seus problemas normais de acessibilidade e da existência de um conjunto de atividades que competem pela sua atenção tais como videojogos, cinema, redes sociais e tudo o mais.

O interessante é que a atividade que desenvolvi foi com base no trabalho do site brasileiro Narrativas Iterativas (http://narrativas.incubadora.fapesp.br/portal) que tenta trazer mais pedagogia ao RPG e vice-versa. Aliás, escrevi duas entradas no meu blogue sobre isso.

Que esperas para os próximos anos nesta área do RPG?

Bem, duas coisas principalmente: inovação no paradigma do texto de jogo e nas mecânicas. Quanto ao primeiro, posso dizer-te que sou um grande fã do novo e diferente e tenho acompanhado a (agora “velha”) nova vaga dos RPGs “indie” americanos tais como o Dogs in the Vineyard, o Primetime Adventures, o Burning Wheel e o The Shadow of Yesterday.

A maioria das inovações mecânicas que eles anunciaram eram técnicas que todos os MJ já usavam informalmente nas suas mesas mas nunca tinham sido introduzidas diretamente no texto de jogo. Alguns pressupostos tradicionais do RPG também foram demolidos face à experimentação por ela própria: a ausência de Mestre de Jogo num jogo onde todos têm direitos de narração criativa, a definição de terminologia tornada mecânica durante o próprio jogo e tudo o mais.

Eu espero que estas novas ideias (ou, pelo que parece, velhas ideias numa roupagem bem mais vistosa) que são interessantes apareçam cada vez mais nos jogos de RPG. Algumas delas já apareceram nos jogos mais vendidos tais como o Vampire: The Requiem, ou no novo D&D que deixou de lado o aspecto “vamos simular tudo e mais um par de botas”. Uma coisa que espero é que o livro deixe de ser o meio de transmissão de regras. Os japoneses já andam a pôr manuais de regras na Nintendo DS num jogo em cartucho que até corre os combates pelo MJ e já se pensa em usar os novos Smartphones para fazer coisas ainda mais futuristas como usar Realidade Aumentada através da câmara de vídeo embutida. Espero que um dia as regras sejam verdadeiramente de licença aberta e os conteúdos fictícios e mais literários sejam Propriedades Intelectuais comerciais mas não as implementações inovadoras das regras que serão distribuídos gratuitamente com a possibilidade de qualquer pessoa os desenvolver.

Qual recado você deixa para os jogadores de RPG de hoje e a próxima geração?

O recado? O RPG como atividade humana lúdica e até artística nunca irá acabar mas sim transformar-se, quer isso passe por uma atividade artesanal com distribuição gratuita, por um hobby caro e de luxo só para alguns velhotes como eu ou para se transformar noutro hobby totalmente diferente como espero que o novo MMO do World of Darkness seja: um mistura de RPG de mesa e eletrônico mais perto um do outro que até então. Eu estarei cá para o jogar, ler e discutir e espero que todos vocês também o estejam. Pois uma vez que o bichinho te “morda” ele pega-te para sempre!

Aonde podemos te achar na grande rede?

Blogue pessoal em http://sopadorpg.wordpress.com
Blogue onde escrevo sobre material original com o Rui Anselmo: http://ideonauta.blogspot.com
Sou colaborador do http://www.abreojogo.com, o único site da comunidade portuguesa de RPG e sou colaborador do http://www.paragons.com.br.

Bom esta foi a entrevista com nosso amigo João Mariano que também esta aqui conosco no Bom é Jogar RPG, aqui.

Publicado em:  on Novembro 9, 2009 at 13:23 Deixe um Comentário
Tags: , , , , , , ,

Bom é Jogar RPG – uma rede social brasileira de jogadores de RPG

Há uns meses falei no blogue acerca de “em como as redes sociais de jogadores de RPG afectam não só a experiência de jogar como também a disseminação e divulgação do hobby.”

Entretanto, de lá para cá, cheguei à conclusão de que usar a Internet na sua versão Web 2.0 para ajudar a reforçar a rede social seria demasiado complicado e precisaria de bastante organização de esforço construtivo o que incluiria alguma habilidade em marketing, design e programação.

Mas heis que dou conta do projecto Bom é Jogar RPG:

A campanha Bom é jogar RPG é uma iniciativa para que pessoas possam fazer amigos, se divertir e estimular a criatividade através de um jogo fantástico. Unindo cultura, interação social e entretenimento numa só campanha para todo o Brasil.

Participe de nossa rede social e fique informado de tudo que acontecer na campanha, faça amigos, divulgue seu grupo ou clã, ache mestres e ache jogadores.

A campanha Bom é jogar RPG pretende estabelecer encontros em todo o país com mestres e jogadores voluntários, criando uma rede de amigos e pessoas dispostas a se divertir de maneira saudável e respeitosa. Serão estabelecidos também: debates, campanhas sociais em escolas e ONGs e outras formas dinâmicas (online ou não) para que o RPG possa cada dia mais ter novos jogadores e ser mais reconhecido como ferramenta interessante de interação social, cultural e de diversão.

Esta rede social está sedeada no NING, um facilitador de criação de redes totalmente gratuito, e já alcança os quase 600 membros. Este tem um design elegante e simples, uma sala de chat on-line, fóruns, lista de grupos de interesse, patrocinadores (inclusive um documento de apresentação para a angariação destes), reportagens em directo da RPGCon, uma convenção nacional, e até deram entrevistas a um estação de tv local.

Isto acontece porque o Brasil tem uma grande população de jogadores o que lhe garante muita expressividade e presença em vários media, um mercado auto-suficiente com produtos profissionais e importância e massa crítica o suficiente no mundo do hobby para ter convenções com convidados internacionais provenientes de editoras estrangeiras.

Contudo a exposição e dimensão que o RPG tem atraíu a atenção
dos jornais e televisões que o associaram falsamente a crimes e foi catalogado como satanista por algumas igrejas. Daí o grande ímpeto desta iniciativa de harmonizar e juntar toda a comunidade de jogadores sobre a ideia de o RPG é um hobby interessante e tão pernicioso como outro qualquer.

Felizmente essa não é uma bandeira sob a qual temos de nos reunir aqui em Portugal. Por outro lado a ideia de divulgar um hobby pouco caro, estimulante da imaginação e capaz de criar uma socialização construtiva deveria ser o suficiente para juntarmos os diversos grupos dispersos por aí e formar uma nova sinergia.

Assim que for temos aqui um bom exemplo e uma mina de ideias a copiar. Que esses tempos venham depressa. :)

Publicado em:  on Julho 22, 2009 at 13:59 Deixe um Comentário
Tags: , , ,

RPGMob ou sessões de RPG espontâneas em lugares públicos!

Lamentavelmente não têm sido muitas as notícias concretas face à minha iniciativa de divulgar o RPG e recrutar novos jogadores na zona de Santarém e Almeirim.

Os meus alunos, depois de sensibilizados para a experiência de jogo (e espero afectados pelo potencial pedagógico da experiência) com a actividade de contextualização histórica das dificuldades linguísticas do homem primitivo em formato de jogo de RPG numa das minhas aulas e de terem tomado contacto com o D&D Roleplaying Starter Set. mexendo-lhe e questionando-me ao ritmo da sua curiosidade acerca do jogo, não deram seguimento à promessa/compromisso de se jogar RPG em Santarém aos fins-de-semana.

As férias (escolares ou não) são realmente um maior obstáculo à divulgação do que eu inicialmente pensava! :)

Mesmo que eu tenha descoberto a existência de um Clube de Jogadores de Magic: The Gathering em Santarém (ou seja eis que surge um novo foco de divulgação pois até jogam jogos de tabuleiro como o Carcassonne) as coisas não parecem muito promissoras.

Contudo, durante um almoço com um amigo meu de infância e também grande sonhador do RPG, o Jofazepa, onde se puseram as novidades em dia e se discutiram novas possibilidades de iniciativa relativas aos nossos gostos pessoais, chegamos a um ideia engraçada: porque não seguir o exemplo dos fenómenos das flash mobs (“aglomerações instantâneas de pessoas em um local público que depois de fazer uma determinada ação previamente combinada se dispersam tão rápido quanto se reuniram”) e organizar sessões espontâneas de RPG em locais públicos?

(mais…)

Publicado em:  on Janeiro 13, 2009 at 16:29 Comentários (5)
Tags: , , , , ,

As versões introdutórias do Dungeon & Dragons podem atrair novos jogadores de RPG?

Depois de sensibilizar os meus formandos a um tipo de actividade lúdica diferente do habitual mesmo que esta estivesse envolta de pedagogia, o tal jogo de interpretação de personagens que organizamos e onde os meus “jogadores-formandos” representaram os papéis de homens primitivos possuidores de um vocabulário reduzido e com um grave de problema de sobrevivência, a porta estava aberta para que eu lhes mostrasse o roleplay sob outra forma, esta mais lúdica que pedagógica: decidi mostrar-lhes duas versões introdutórias da grande referência dos RPGs de mesa (tanto histórica como presente) que é o Dungeon & Dragons da Wizards of the Coast!

(mais…)

Novo blogue, nova viagem!

Uma das ideias que tinha pensado para pôr em prática no Sopa do RPG era a produção de materiais originais de introdução ao RPG em língua portuguesa baseados nos poucos RPGs na nossa língua quase disponíveis no mercado. Eventualmente iria postar aqui algumas apresentações/apreciações do Mundo das Trevas e Vampiro: o Requiém da Devir (edição brasileira do jogos de terror misterioso e gótico da americana White Wolf), do Manual 3D&T Alpha (RPG brasileiro de animé/mangá de acção!) e o modo como as ia usar para atrair novos jogadores e garantir a sua participação na rede de roleplayers.

Entretanto, os meus planos mudaram com ajuda do Rui Anselmo. Finalmente decidimos criar um blogue onde possamos desenvolver e publicar, de maneira gratuita, as nossas ideias para novos materiais de RPG. O blogue é recente e está localizado também no serviço da WordPress, em ideonauta.wordpress.com. Não tem nada de interessante a apresentar por enquanto mas acho que já a partir de quarta-feira será publicado a primeira secção do Sistema Solar, a edição portuguesa da versão genérica (Solar System) do sistema de regras do The Shadow of Yesterday em licença aberta Creative Commons desenvolvida e escrita pelo finlandês Eero Tuovinen. Não será único jogo para o qual se irá produzir material pois não pensamos previlegiar nenhuma filosofia ou estilo de jogo em especial. Já discutiu a possibilidade de escrever algo para o True20, Mundo das Trevas, e 3D&T respeitando os direitos dos seus autores e até a criação de jogos originais.

Até lá, acompanha-nos numa viagem pelo ideoportos do ideoespaço! :)

Roleplay envolto em Pedagogia

Tal como referi no artigo anterior, desenvolvi no âmbito do módulo Viver em Português (cujo programa mistura Língua Portuguesa, História e Cultura de uma maneira abrangente) uma actividade de Roleplaying com uma boa dose de Gaming.

(mais…)

Quem é o Homo Ludus Personae?

Uma das dúvidas que me assolou depois de pensar no último post e que foi confirmado na resposta a um comentário à publicação duplicada na comunidade on-line Abre o Jogo, o tal acerca das Redes Sociais de Roleplayers, foi quem será efectivamente essa espécie rara de gamer, o Roleplayer?

(mais…)

Redes Sociais de Roleplayers

Depois de ler algumas coisas sobre Redes Sociais pensei em como as redes sociais de jogadores de RPG afectam não só a experiência de jogar como também a disseminação e divulgação do hobby.

(mais…)

Vai algo quentinho para esta alma de roleplayer?

Não sei se é do tempo frio ou de estar a ficar mais velho mas sinto uma forte resistência a sair do meu novo lar, a cidade ribatejana de Almeirim, para demorar uma hora em transportes até Lisboa. A capital é já há um tempo a minha base de operações em tudo o que tenha a ver com RPGs e gaming em geral. É lá que tenho um certo número pessoas com quem tento jogar com melhores e piores resultados, muitos deles derivados da minha própria inconstância e desejo de novidade mas principalmente dependentes de questões logísticas de quem sempre fez 50-100 km para ir jogar RPG. Questões como as de duração e horários de transporte, possibilidade de dormida e a delicadeza da minha diplomacia romântica são obstáculos estranhamente constrangedores para quem só quer divertir-se e usar a imaginação em público regularmente.

Daí que, e motivado por um comentário do Nume Finório, autor brasileiro do blogue .20, em como devia eu próprio pôr mãos à obra para iniciar a revolução rpgística em Almeirim, uma cidade pequena perto de uma cidade grande, Santarém, que segundo consto, não têm nenhum jogador de RPG além mim, decidi fazer algo! Esse “algo” passa por um conjunto de iniciativas e esforços no sentido de criar uma rede social que se traduza na criação de um ou mais grupos de jogo.

Neste blogue vou falar do sucesso ou insucesso destas iniciativas, nas razões porque as tento realizar e do modo como acho seja possível realizá-las. Vou escrever acerca de outros pensamentos soltos sobre os roleplaying games que leio ou das várias notícias que me chegam sobre o hobby do RPG.

Por isso, escolham sempre uma divisão bem acolhedora e um assento confortável e consumam sempre uma dose reconfortante de RPG na companhia deste blogue. Sejam benvindos e tenham uma boa estadia.